Moura - Sobral da Adiça

Domingo, 12 Junho 2011 09:41 André Coelho
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Sobral da Adiça, 1758, Junho, 18
Memória Paroquial da freguesia de Sobral da Adiça, comarca de Beja
[ANTT, Memórias Paroquiais, Vol. 1, nº 32, pp. 247 a 256]

 


Adissa
Em observância da determinação do Exellentíssimo e Reverendíssimo Senhor
Dom Frey Miguel de Távora, Metropolitano Arcebispo de Évora, do Concelho de Sua
Magestade Fidellíssima, que Deos guarde, entrei a informar-me do que conthêm os
interogatórios que Sua Exellência Reverendíssima foi servido enviar-me e acerca das
suas circunstâncias o que pude averiguar he que:
[1] Na fértil província de Além-Tejo, no Arcebispado de Évora, na Comarca de
Beja, trez légoas para o poente da villa de Moura e huma légoa para a parte do meio dia
de Villa Verde de Ficalho, confinando pela parte do norte com a freguesia de Nossa
Senhora da Assumpção da aldea de Safara da qual dista huma légoa e com a freguesia
de Santo Aleyxo, de cuja aldea também dista outra légoa, se vê a aldea do Soveral
fundada em paíz montuoso, a qual he da minha freguesia.
Corre perto da aldea hum pequeno rio a que chamão Perna Secca de tão
pouco nome e tão pobre de cristalinas correntes, que tanto que o calor do estio custuma
empobrecer os campos dos vistosos matizes de que a formosa Primavera os esmalta,
perde o pequeno cabedal de que o áspero Inverno o tinha enriquecido. Sendo tão
humilde em seus princípios, que de huns pequenos regattos da herdade das Garalheiras
desta freguesia recebe as suas primeiras lusidas producções, trajando tão pobremente em
toda a sua extenção, que as árvores, de que pelas suas margens se veste são de ordinário
melancólicas e húmidos tamugeiros, athe que para fazer com mais gala a sua entrada no
rio a que chamão de São Pedro, aonde fenece, tendo corrido mais de meia légoa para o
poente, se enfeita airosamente de sombrios freichos. [3, 2] Tem cento e vinte e quatro
vezinhos que (p. 247) vem a ser pessoas maiores: tresentas e sincoenta e huma e
menores cento e secenta e sinco, em cujo numero entrão também os moradores das
herdades que tem a freguesia e he seu donatário, por ser termo da villa de Moura, o
Sereníssimo Senhor Dom Pedro, Infante de Portugal.
[6] O orago, que está fora do lugar na distância de hum quarto de légoa, he da
invocacção de São Pedro, a quem chamão da Adissa, tomando o nome de huma áspera e
alcantilada serra que pelas suas cavidades e pela variedade de histórias que della conta a
gente rústica da povoação, espalhadas pela maior parte da província, he huma das
célebres do Reyno.
[7] A igreja he de abbobada; não tem naves; tem trez altares: o altar mor, que he
de São Pedro e dous dos lados - hum de Nossa Senhora do Ó, imagem milagrosa a que
accode alguma gente da freguesia em alguns sábbados, e outro das Almas. Não tem
irmandades confirmadas e só de devoção há irmãos, que pedem para Nossa Senhora do
Ó e irmãos que pedem para as Almas com seus depositários.
[8, 9, 10, 11, 12, 13] He o parocho desta freguesia cura da appresentação dos
Exellentíssimos Senhores Ordinários. Tem de côngrua trez moyos e hum quarteiro de
trigo e hum moyo de sevada. Não tem beneficiados nem hermidas dentro ou fora do
lugar ; não tem convento de religiosos ou religiosas; não tem hospital , nem Casa da
Misericórdia.
[15] Recolhem os moradores da terra com mais abundância trigo, centeyo e
sevada. He terra de muitos montados, aonde há boa criação de porcos e de colmeas.
[16] Em quanto ao seu governo, tem hum juiz da vintena, que também o he da
freguesia de Nossa Senhora das (p. 248) Neves da Coroada com seu escrivão e alcayde
e dous louvados, tudo sujeito ao governo da justissa de Moura e hum capitão da
ordenança com sua companhia.
[19, 20, 21] Não tem feira , nem correyo, serve-se do de Moura que parte nas
quintas feiras e chegas nos sábbados. Dista da cidade de Évora, capital do Arcebispado
treze légoas e de Lisboa, capital do Reyno, vinte e seis légoas.
[22] Da sua fundação não consta com certesa e só achei huma escriptura lavrada
no anno de mil e quatrocentos e outtenta e sinco, em que se davão humas sesmarias do
Soveral a Diogo Vilhegas e a sua mulher Branca Casqueira, moradores em Moura e há
tradicção no povo que foi esta a primeira aldea do termo de Moura e não há nottícia que
della sahissem homens insignes em letras ou virtudes.
Por baicho da Igreja Parochial dous ou trez tiros de pedra, passa hum
pequeno rio, que ha partes aonde não tem mais que a largura de huma vara, que cria
bordalos e pardelhas o qual correndo para o norte cercado de verdes freichos e de
húmidos saissos, todo o anno concerva ágoa, com que faz moer alguns moinhos, a qual
he de tão estranha qualidade que gera pedras por muitas partes por onde corre e chamase
o ribeiro de S. Pedro.
Produzem as suas várzeas, que nem sempre se cultivão, muito fejão fradinho e
algum milho grosso, melões e melancias e fertilisando com as suas cristalinas
producções trez ou quatro pomares vai desembocar em hum rio de pouco nome
chamado Totalga, que principiando na Defesa da Negrita da freguesia de Santo Aleyxo,
vestido de importunos mosqueiros, adornado de sombrios freichos e cuberto de alguns
saissos, corre pela freguesia de Santo Amador, de São Pedro da Adissa e de Montalvo,
tendo huma formosa ponte junto à atalaya de Pica-Pedra, da qual se diz que neste anno
padeceo alguma ruína e fazendo também moer alguns moinhos, vai desembocar em
Ardila, famoso e célebre rio do termo de Moura.
[26] Não padeceo a aldea do Soveral ruína no terramoto do anno de mil e
settecentos e sincoenta e sinco.

 

A famigerada serra tão célebre e digna de admiração (p. 249) pela intricada
vastidão das suas árvores, pela horrorosa solidão das suas brenhas, pela sua demasiada
grandesa, pelas vistosas eminências de que se coroa, pela dilatada cordilheira de montes
de que se adorna, sendo em toda a sua extenção Serra Morena se disfarça com variedade
de nomes, segundo as partes por onde se dilata, seguindo nesta parte a célebre variedade
dos Alpes, que com vários nomes, segundo as províncias por onde fazem a sua dilatada
extenção, a cada passo se transformão. Pois dividindo a Itália da França por mais de
outtenta légoas, em humas partes se chamão Ligusticos, em outras Rheticos, mais
adiante Peninos, logo Leponcios, athe que finalmente, entrando pelos povos Vindelicos,
se chamão as suas eminências Illiricas, Pannunicas e Macedonicas, acabando tanta
variedade na montuosa ilha de Thracia.
Da mesma sorte he a Serra Morena, cheia de dilatada cordilheira de montes, que
tendo já corrido parte do nosso Reyno, cortada quatro légoas para cá da villa de Portel,
das frescas e saudáveis ágoas do nosso Guadianna, vai pela xarneca da Ínsua da
freguesia de Alqueva athe chegar aos montes junto da freguesia de Nossa Senhora da
Conceição de Montalvo e mostrando-se ahi com vistosa eminência, sem a cortar rio
algum, se chama Serra Alta, mais adiante Serra de Belmeque ou de Possanque, logo
Serra do Álimo e perdido este nome, Serra da Adissa e, finalmente, Serra de Ficalho, e
com elle vai fenecer neste nosso Reyno na Ribeyra de Chança.
Que nascendo de huma cristalina fonte no lugar de Cortegana, Reyno de
Castella, espalhando copiosa chusma de cristaes, de que todo o povo bebe dá principio
ao celebre rio Chança, que dilatando tanta abundância de líquida prata pelo espaço de
quinze légoas se vai meter no Guadianna, famigerado rio da Hespanha, que dizem
nascer das montanhas de Castella a Nova e que depois de regar parte della passa a
Portugal, dividindo o Reyno do Algarve da Andalusia, athe entrar no grande mar
Occeano.
He Chansa muito abundante de barbos (p. 250) e peiche meúdo e hum quarto de
légoa antes de entrar no Guadianna que he onde chega a maré, tem em si mujes e
robalos e não he capaz de se navegar por se seccar em alguns sítios de Verão e ter vários
assudes de moinhos em toda a sua extenção.
São as ágoas do Guadianna e os seus salutíferos banhos efficassícimos para
algumas queichas. Pescão-se neste rio os estimadíssimos solhos, tainhas, eirós, sáveis,
lampreas, robalos, sabogas, barbos, enguias, savelhas e muito peiche meúdo. Principia
esta serra na minha freguesia em parte da Serra Alta e fenece em parte da Serra de
Ficalho que terá no meu districto toda a serra de comprimento trez légoas pouco mais
ou menos e de largura légoa e meia. Está ao longo da serra no nosso Reyno a villa de
Ficalho, pequena povoação e descendo do particular, que comprehende a serra no nosso
Reyno à notticia mais geral das suas circunstâncias.
Dizem que a Serra Morena são huns montes de Castella que correm do nascente
para o poente desde o rio Guadarmena athe os confins de Portugal e o rio Guadianna
entre Castella a Nova da parte do norte e Andalusia da do sul. A parte desta serra
que olha ao oriente se chama Navas de Tolosa, donde se passa para o porto de Muradal,
célebre pelo grande estrago que nelle fizerão os Reys de Castella e Navarra em hum
numeroso exército de mouros no anno de mil e dusentos e dose; antigamente se
chamava Serra Marina e hoje com pouca corrupção Serra Morena.
He no districto da minha freguesia muito famigerada a serra a que chamão da
Adissa pelas histórias que della conta a gente rústica da povoação, em cujas brenhas,
por se acharem fabricadas no coração do penhasco várias cavidades com sua fonte de
agoa frigidíssima, persume muita parte da vulgaridade serem os palácios de huma
moura encantada chamada (p. 251) Adissa e que concerva nelles grandes riquesas para
quem a desencantar, accrecentando a estes delírios outros, de que dentro das cavidades
de hum rio, guardado de huns negros ou gigantes encantados, aonde os que quizerem
lograr a persiosidade destes thesouros hande expirimentar certas aventuras, confirmando
isto com a tradicção de seus antepassados e das nottícias que dava hum monge que
habitava nellas, fazendo vida solitária, de que todas as madrugadas ouvia vozes que lhe
mandavão accender fogo e cuidar da sua obrigação, de que cheio de hum terror pânico
desamparou a cova e veio a fallecer dentro de pouco tempo; e que havia pessoas que
tinhão visto recolher para aquellas cavernas huma medonha cobra e que todo o que a
offendia tinha exprimentado desastrados successos, a que ajuntão outras histórias desta
qualidade, que eu tenho por fabulosas todas ellas. E assim deichada tanta fábula (ainda
que as refira por se fazer por ellas célebre a famigerada Cova da Adissa), mais próprias
da industriosa ficção poética do que da verdade sólida da história, passo a descrever das
cavidades da serra a cavidade mais famigerada.
Para a parte do oriente se vê huma cova a que chamão da Adissa, para a qual se
entra por humas escadas que ali fizerão os monges que a habitarão haverá quinze ou
vinte annos athe se dar em huma grande cova de figura quase esphérica, toda de pedra
formada nas entranhas do penhasco, tão grande que nella se pode alojar huma boa
companhia de soldados de pé, tendo de altura mais de dous piques. Adornão-lhe as
paredes várias pingas de ágoa, que suadas do rochedo e convertidas em branca pedra
parecem vieiros de mármore, de que ayrosamente se matiza.
Tem no meio esta cova huma pedra muito levantada, furada toda por baicho com
comunicação para outros buracos que forma em cima como huma planície da mesma
figura quasi esphérica a que huns chamão estrado (p. 252), outros palco a donde a gente
da serra e ainda da povoação fazem as suas danças pastoriz e dizem que nesta planície
podem baylar athe doze pessoas e dahi caminhando por hum buraco muito escuro se vai
dar em huma fonte de frigidíssima ágoa, que sahindo do centro do penhasco e recolhida
como em huma pequena pia, cabe dentro desta cavidade hum homem de pé. Não tem
outra luz mais que a que se lhe comunica da bocca do penhasco. He moradia de aves
nocturnas, crião nellas gralhas com as pernas e bicos amarelos.
Hum tiro de pedra desta cavidade se acha outra, que com curiosa averiguação
investigarão os seus segredos três homens deste povo, dos quaes dous ainda são vivos; e
por haver mais de vinte annos que penetrarão as suas intimidades, não têm particular
lembrança das suas dimensões, mais que huma notícia escura, que pode premittir a vida
de homens, que occupados nos exercícios rústicos não fazem lembrança de cousas
memoráveis.
Entrarão pois os investigadores desta profunda cavidade dependurados de huma
corda carreteira por hum bocal, como de hum poço formado no penhasco, que terá de
largura duas varas pouco mais ou menos, e continuando nesta porporcionada symetria
athe ao meio, do meio para baicho conservando sempre a figura circular he tão grande
que com dous piques se não chega de parte a parte.
Via-se para hum lado hum taboleiro argamassado de cal e area com alguas
caveiras e outros ossos humanos já mui carcomidos e em algumas cavidades pedaços de
grandes potes e entrando desta primeira cavidade para outras com vellas accesas à porta
de huma dellas os inquietou hum rijíssimo vento, que com furioso impulso os combatia
e os encheo de hum medonho susto; porem que deixado o terror pânico romperão por
muitos buracos que fazia o rochedo, furados huns para outros de comprimento pouco
mais ou menos de sinco ou seis varas e trez ou quatro de largura athe (p. 253) darem em
huma grande cova, como de huma grande praça e desta passando para outras covas, tão
pequenas como as primeiras, vendo-se em quasi todas ellas vários buracos entravão por
hum delles e dahi a hum quarto de légoa pouco mais ou menos virão a luz do sol por
huma rotura que fazia o penhasco e por ella sahirão.
Adornão vistosamente todas estas covas os mesmos fieiros de ágoa congelada,
que desfazendo-se com os dedos se faz em pó, que parece ser salitre e sendo todas estas
covas formadas por natureza ou por arte, na constante rebeldia do penhasco, he a
primeira cova toda formada do próprio rochedo, porem as mais, ainda que são da
mesma qualidade, com tudo o seu pavimento he cuberto de huma area finíssima.
Há na serra outra cavidade a que chamão caza movida, toda de pedra da figura
de huma caza, aonde se diz que se fazia nella forte hum homem que pelos seus insultos
andava refugiado às justissas; não tem outra porta mais do que a que por onde se entra e
poderão nella caber sette ou outto homens.
A mayor parte das ágoas da serra se somem na mesma serra, porque segundo se
entende, toda está minada e ha boccas de covas por toda a serra, que são tão fundas que
athe qui não ha nottícia que nimguém averiguasse a intimidade destas cavernas.
Ha também na serra na mancha de Fernão Telles desta freguesia hum edifício de
figura de hum pequeno tanque cavado no penhasco, que mais parece banho de mouros,
que obra da primorosa idea dos romanos, o qual recolhe as ágoas, que chovendo na
serra correm percipitadamente a encher aquella pequena cavidade (p. 254).
Tem-se descuberto nas abbas da serra em huma quinta que se faz nas campinas
da herdade do Álimo desta freguesia várias sepulturas com suas campas de pedra,
porém sem letras e outras sem pedras, mas todas estas sepulturas com hum vaso dentro.
como redomas, entre os quais se achou hum de vidro, outro de gesso e os mais de barro.
Não tem a serra neste districto fontes nem rios de propriedades raras , nem sei
que haja minas de metaes; verdade he que em alguns sítios da minha freguesia se achão
humas pedras soltas e da parte onde se acha huma pedreira destas com as raízes firmes
na terra, cujas pedras soltas, que as há em abundância, tirando mais a cor negra do que a
cor de chumbo, são mais pezadas do que as outras pedras ordinárias, pelo que parece
incluírem algum metal e se achão também várias fezes ou escumalhos de metal fundido,
que denota que houve antigamente neste districto fábricas de fundições, que seria do
tempo dos romanos, pois das minas de Hespanha, como dizem os nossos historiadores
tirava tantos interesses a ambicão de Roma ou o de outras nacções bárbaras, que
senhorearão o Reyno, cuja perda deu tanto que sentir aos nossos antigos Lusitanos,
custando-nos a expulsão dos Árabes tantas batalhas, que o augusto valor dos nossos
invencíveis monarchas portugueses e as destemidas heroycidades dos que com tanto
valor os seguirão em tão gloriosas emprezas fara memorável em todas as épochas o
nome portuguez.
Tem a serra donde se podem tirar pedras de cantaria e ainda de mármore e outras
de vária qualidade e com effeito em hum sítio desta freguesia a que chamão o Poço do
Judeo se achão ainda as minas abertas das pedras que se lavrarão para os ediffícios de
Moura para onde se levarão; e há quem diga que o portado (p. 255) da igreja das
religiosas de Santa Clara da mesma villa he de pedra tirada destas minas. Tem também
para a parte do norte a minha freguesia huma pedreira a que chamão de Bocca de Pão
donde se tirão excellentes moz de moinho.
Tem a serra em parte abundância da erva peonia e pelas abbas da serra e ainda
pelas hortas vaárias hervas medicinaes, como são a herva arcar, o escordio, o quinque
folio, a bertonica, a centaurea menor, a escorçoneira, a herva clina, a marcelina, o
gervão e a norsa e purgativas o Oreval e João Pires. Ha também na aldea em caza de
hum homem particular huma cisterna, cujas ágoas, dizem, que têm virtude especial para
curar o fluxo do ventre e que applicadas a alguns perigosamente emfermos conseguirão
os desejados effeitos das suas melhorias.
A qualidade da serra he quente, e secca. Produz muito trigo, centeio e sevada nas
partes onde se custuma fabricar de rossa, sendo os annos chuvosos e a maior parte della
he capaz de produzir todos estes géneros. Veste-se de muito mato, adorna-se de verdes
moutas de alecrim, cria muito zambujeiro, produz melancólicas matas de verso e he
muito abundante de medronhos. Pastão nellas bois, cabras, vaccas e ainda alguma parte
do anno porcos; he boa para as colmeas. Tem em si veados, lobos, javalis, raposas.
gatos cravos, genetas, techugos, linhovardos, coelhos e perdizes.
He o que pude saber e averiguar sobre o que pertende saber, para cuja
informação chamei as pessoas mais practicas do paíz. Vossa Exellência Reverendíssima
mandará o que for servido. São Pedro da Adissa, desouto de Junho de mil e settecentos
e sincoenta e outo annos.

 

Parocho António Machado Borges Limpo

 


Transcrição: Marta Cristina Relvas Janeiro Páscoa

 

in PÁSCOA, Marta Cristina Relvas Janeiro, Memórias Paroquiais da vila de Moura e
seu termo
, Moura, Câmara Municipal de Moura, 2002, pp. 91-98.

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Actualizado em Domingo, 12 Junho 2011 18:46