Alvito, 1758, Junho,2 Memória Paroquial da freguesia de Alvito, comarca de Beja [ANTT, Memórias Paroquiais, Vol. 3, nº 9, pp. 365 a 370]
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N 49
Excelentissimo e Reverendissimo Senhor Satisfazendo ao que Vossa Excelencia me manda informar em vertude da ordem de Sua Magestade Fidelissima, e respondendo aos quezitos, que nella se contem, achei, que esta terra e Villa de Alvito, está na provincia do Alemtejo pertence ao Arcebispado de Evora, comarca da cidade de Beja, e he propria freguezia. He de donatario, que ao prezente he o Barão conde D. Jozeph Lobo da Silveira. Consta ter dentro da Villa trezentos e noventa fogos ou vizinhos, e fora da Villa no seu termo oitenta não contando a Villa de Agua de Peixes, de que abacho darei noticia, a qual pertence ao governo espiritual desta Villa, e ao temporal do Duque de Cadaval com que dentro da Villa nestes vizinhos ou fogos contão se mil cento e vinte pessoas, e fora da Villa trezentas, e sincoenta. Para a parte do Sul, e meyo dia esta situada em hum alto mas não muito eminente della se avistão o lugar de Odivelas em distancia de duas leguas, termo da Villa do Torrão, os lugares de Peraguarda, o de Alfundão cada hum em distancia de duas leguas e ambos termo da cidade de Beja, a Villa de Ferreira em distancia de tres leguas, a Aldeya de Frigaches em distancia de duas leguas, a Villa de Bringel em distencia [sic] de tres leguas, a cidade de Beja em distancia de sinco leguas, alguma parte da Aldeya da Cuba em distancia de duas leguas, Villa Ruiva em distancia de meya legua, a Villa de Oriolla de Cima em distancia de duas leguas, e a Villa de Portel em distancia de quatro leguas. Tem termo proprio e para a parte do meyo dia tem duas leguas, e para as outras tem menos, e ha partes, que não chega a meya legua, e nelle não se comprehende aldeya alguma, e so tem a Villa de Agua de Peixes, que pertence ao Duque de Cadaval, e tem dezoito fogos na villa e termo; tem quarenta pessoas. Na Villa está o palacio do Duque de Cadaval aonde rezide o seu ouvidor, e almoxarife. A paroquia esta no arrabalde da villa, mas junto a ella para a parte do poente, não tem mais lugares, que a Villa de Agua dos Peixes [sic] o seu oragão he Nossa Senhora da Assumpção tem nove altares, o altar mayor de talha dourada; o qual na boca da tribuna tem debacho de hum docel a imagem de Nossa Senhora da Assumpção nas collunas do entalhados [sic] dous ninchos com as imagens de S. João da Mata e S. Feliz de Urebes[?], mas abacho no mesmo entalhado estão duas piannas, nas quaes estão as imagens de S. Pedro Apostolo e Santa Barbara. Da parte de fora do arco da capella mor estão dous altares o da parte do evangelho he de Nossa Senhora da Conceição e tem hum nincho mais alto com a imagem de S. João de Deos
/p. 366/ e he de talha dourado [sic], o da parte da epistola he de talha mas ainda não está dourado he de S. Chrispim, e S. Chrispiniano, e em sima tem e outro nincho a imagem do Arcanjo S. Miguel. Tem no cruzeiro dous altares colatraes, que ambos são capellas da caza do Barão Conde o da parte do evangelho tem em pintura as imagens de Santo André Apostolo, e do martir S. Sebastião na ilharga fica hum tumulo de predra com as armas do Barão Conde, que são sinco lobos, o da parte da epistola tambem em outra pintura o nascimento de Christo, e na ilharga tem outro tumulo com armas, que são seis costas, e duas cruzes. Tem tres naves na da parte da epistola tem dous altares o primeiro he de talha dourada com tres ninchos no do meyo está Nossa Senhora do Rozario de quem he a capella, e tem duas confrarias huma de brancos, outra de prettos, no nincho da parte direita esta a imagem de Nossa Senhora com ttitulo da Consolação, e no outro nincho a imagem de S. Jozé. O outro altar he pintado na parede, e tem em hum nincho a imagem de Christo crucificado com hũa vidrassa, tem nas ilhargas em ninchos a imagem do Menino Jezus, e a de Nossa Senhora dos Remedios e este altar se chama do Senhor dos Aflitos, e nelle se acha, e esta o sacramento que se divide aos fieis, e ambos estes altares estão em capellas mais dentro da parede, e no meyo delles está huma porta para a rua chamada a Porta do Sol, a qual fica ao meyo dia. Na nave da parte do evangelho tem outros dous altares em conrespondencia da outra nave, o primeiro he dourado, tem tres ninchos o do meyo he de Nossa Senhora com o titulo das Almas, a qual está anexa a Confraria das Almas, tem as imagens do Apostolo S. Thiago, e de S. Luiz Bispo a outra capella de pintada e tem tres ninchos no do meyo está Nossa Senhora do Carmo e tem confraria e nas ilhargas estão as imagens de S. João Baptista, e Santa Thereza nesta capella estão em hum sacrario duas reliquias a do Santo Lenho em huma cruz de prata, e a de S. Chrispim, e S. Chrispiniano tambem em hum reliquario de prata, e no meyo destas duas capellas está outra porta a que chamão a Porta da Sombra, e fica para o Norte. Na capella mor estão duas portas huma da sanchristia, e outra fronteira da caza do despacho da confraria do Santissimo Sacramento, e nella esta tambem o Santissimo Sacramento em hum cofre a que chamão depozito. Tem coro alto cujo arco se faz celebre por ser quazi direito, e ter muito pequena volta, e de bacho do coro está outra porta para a rua, que he a principal. O parocho he religiozo Trino com o titulo de Reitor he aprezentado pelo Padre Ministro do Convento da Santissima Trindade
/p. 367/ da Villa de Santarem comendador desta igreja, a qual rende fora da comenda trezentos mil reis, e nella não ha beneficiados. Tem dous conventos hum de religiozos Trinos, e(1) he dentro da Villa, em que assistem tres religiozos cujo património são as rendas da dita paroquia. Outro de religiozos de S. Francisco da Provincia dos Algarves e he conhecido pelo titulo de Mugem de Arem, por corrupção do vocabulo, que era dos monges de alem, por quanto havião nos seculos mais antigos dous conventos de religiozos de S. Bento, e a este por ficar mais distante da povoação e entravão o convento dos Monges de Alem. Neste mesmo sitio se acha hoje fundado o convento dos religiozos de S. Francisco, de que he padroeiro o Excelentissimo Barão Conde. Este titulo de Mugem(2) de Arem he ja antigo por quanto no tombo das capellas desta matriz a primeira capella he da caza do Excelentissimo Barão Conde com missa quotidianno [sic] e humas das fazendas anexas a esta capella he a erdade de Mugem de Arem, e este tombo foy feito pelo Pe. Diogo Manaxo no anno de mil quinhentos, noventa e quatro, anno em que comessou a ser vigario da vara. Tem hospital, e tem Mizericordia, tudo governado pela meza dos Irmãos da Mizericordia. O hospital he mais antigo, porque a Jrmida de Nossa Senhora das Candeyas, que antigamente se chamava Senhora do Hospital he muito mais antiga, e a esta imagem da Senhora do Hospital concorrerão os moradores desta Villa estabelecendo nas suas fazendas alguma obrigação, sensos, e foros para a assistencia dos infermos, e por este motivo chamarão a Senhora do Hospital, que depois o Doctor Francisco Soares ha mais de cem annos fez a Mizericordia ao pe desta Jrmida de Nossa Senhora; e com breve, que alcansou, se anexarão á Mizericordia as rendas de Nossa Senhora do Hospital, que de então para ca se começou a chamar Senhora das Candeyas, e ficarão estas duas igrejas as quaes se comunicão, governadas pela mesma meza da Mizericordia, cujas rendas poderão ser huns annos por outro trezentos mil, de cuja despeza sahem as pensões, e legados da dita Mizericordia. Tem sette hermidas, a de Santo Antonio, e esta tem hũa confraria ou huns devotos que o festejão, S. Sebastião, e a de Nossa Senhora da Graça, que tambem tem confraria, e esta hermida foy no seculos [sic] antigo a freguezia, que então era de S. Romão, e todas estas tres hermidas estão juntas á Villa, e nos seus arrabaldes, mais distantes fica a de S. Miguel no alto da serra, que vay para Villa Nova, a de S. Bartholomeu, a de Santa Luzia e a de S. Pedro. Tem outra hermida mais ao pe da Villa de Agua dos Peixes [sic] com o titulo de S. Jozeph, em todas estas ha festa no [sic] seus dias mas sem roma
/p. 368/ gem especial, mais que as pessoas da Villa, e todas estas jrmidas pertencem ao padroado do Convento da Santissima Trindade de Santarem. Nesta terra se recolhem de todos os frutos como trigo, sevada, senteio, vinho, mas com mayor abundancia azeite. Tem camara, e dous juizes ordinarios tudo nomeação do sobredito donatario. He cabeça das terras da baronia, por estar nella o castello e palacio do Barão Conde(3), e a elle vem poizar, quando vem ás suas terras. Nella ha uma feira, que começa em dia de Todos os Santos dura tres dias(4). Por ella passa o correyo, que vay para a cidade de Beja e chega a esta terra na quinta feira pela menham, e vem de Beja para Lisboa na sesta feira a noite, e parte no sabado de madrugada. Esta terra dista de Beja capital da comarca sinco leguas, de Evora capital do arcebispado seis leguas, e de Lisboa capital do reino dezoito leguas em que se contão as trez de mar da Villa da Moita a cidade de Lisboa. Não consta ter esta terra privilegio nem antiguidade que se faça digna de memoria. Na praça desta Villa ao pé do castello, e palacio tem huma grande fonte, a qual he como a de Alcabideque. sahe de huma grutta, quem tem a modo de hum portado, e com as suas aguas moem nove moinhos, e se regão doze ou quatorze hortas. A esta gruta, e principio desta fonte, que recolheo fugido hum toiro, o qual por ser muito branco lhe chamarvão Alvito, outros dizem, que achado pelos que o buscavão gritarão Alvim ca está o toiro, na entrada desta gruta se achava huma aranha, a qual era de extraordinaria grandeza, em forma que fazia deficultoza a entrada para tirarem o toiro, e daqui vem o serem as armas desta Villa hum toiro com huma aranha, mas tudo isto não tem mais certeza que huma simples tradição. Tem outra fonte em distancia de meya legua, a que chamão o Olho de Pedro, que he outra tal porção de agua, com a sua agua se regão algumas ortas e trabalhão oito ou nove pizões. Tem no seu termo esta Villa vinte e quatro fontes, todas de agua boas para se beberem, mas sem qualidade que as faça dignada memoria, so as primeiras duas pela quantidade das aguas que tem. Não he porto de mar, nem praça de armas. Nem padeceu ruina alguma no terremoto de 1755(5). Tambem he tradição que nesta terra se concervarão, o della sahirão homens em todas as faculdades dignos de memoria, e ainda em artes liberais, e mecanicas mas do que pude achar noticia são os seguintes. Damião Dias Magro conego da se de Evora de que tomou posse em 16 de Fevereiro de 1583(6). Fez testamento
/p. 369/ em Évora, que foi aprovado em 11 de Janeiro de 1611 no qual ordena, que morto fora de Evora seja enterrado na Mizericordia de Alvito na sepultura de seu pay Romão Dias, e se falecer em Evora o sepultem na sé com este letreiro = sepultura de Damião Dias Magro conego que foy desta sé = manda cazar dez orfas em Evora, e dez em Alvito sendo suas parentas dentro do quarto grão, morou em Evora na Freiria e foy em 1602 hum dos governadores do Arcebispado por morte D. Theotonio de Bragança. Fr.Gil de Alvito capuxo da Provinzia da Piedade do qual trata o chronista Fr. Manoel de Monforte na chronica desta Provincia. Fr. Clemente de Santo Angelo religiozo do Carmo de quem faz lembrança Fr. Manoel de Sa nas memorias desta ordem e Fr. Jozé Pereira de Santa Anna hoje Provincial na sua chronica. Fr. Antonio do Alvito religiozo da Santissima Trindade, de quem trata a Pancarpia folhas 153(7) e Cardozo no Agiologio Luzitano T. I. pag. 293. morto em 1579 = o Padre Domingos Pereira provincial da Companhia de Jezus na Jndia para onde partio em 1611. O Padre Pedro Pereira da mesma religião morto com grande opinião em 1683(8) Fr. Diogo de Alvito morto em 1500. Fr. Baptista falecido em 1591 = Fr. André dos Anjos que se sepultou na Matriz de Alvito em 1609. Todos trez forão religiozos da Santissima Trindade e sogeitos de conhecida e notoria santidade = D. Luiz Lobo filho do quarto Barão de Alvito sendo cativo em Africa de 18 annos, e sendo depoes provedor da Mizericordia em Alvito foi ali pasar tres noviços da Companhia, que se acomodarão no hospital a cuja virtude e modestia ficou tão afeiçoado, que entrou na Companhia em 1588, e sendo depoes provincial morreu em Evora com grande opinião em 4. de Janeiro de 1635. = Escritores = o Padre Fr. Baptista da Ordem da Santissima Trindade de quem ja se fez menção e de quem trata Barboza na Biblioteca T. I. pag. 484(9) D. Luiz de Sequeira da Companhia Bispo do Japão morto na Jndia 1614. João de Mattos Fragozo jnsigne poeta falecido em Madrid: em 1692(10). O Padre Manoel Martins da Companhia de quem trata a imagem da virtude no Noviciado de Evora T. 1. pag. 874. Luiz Cardeira, e Estevão Cardeira todos da mesma religião, e escritores mortos o primeiro em 1656(11) o segundo em 1664(12) e o terceiro em 1694(13) . O Padre Antonio Delicado sacerdote do habito de S. Pedro, e prior na jgreja da Caridade termo da Villa de Monsarâs imprimio varios adagios como se ve no 1º. tomo. da Biblioteca ---
/p. 370/ Colegiaes da Purificação = João da Costa Pilarte no anno de 1620 = Francisco Palha de Barros = 1622 = Diogo Toscano = 1650 = Lourenço Pereira = 1662 = Luiz Joseph Parreira = 1754 = Francisco da Mira = André da Fonceca – mas não achei clareza do anno. Na praça desta Villa esta hum arco que vay para o Rocio, e campo sobre o qual estâ hum \nincho/ em que algum dia esteve hum [sic] imagem de S. Roque, por cujo motivo ainda hoje se chama o arco de S. Roque = nas costas deste nincho está huma pedra, que foy campa de hum servo de Deus, poes tem hum letreiro, e epitafio seguinte A ┼ Ψ TAVMASI VS FAMUS Δ VIXIT Ann. L. III REQVIEVIT IN PAC CRISTI Δ XVIII MARTIAS era DS(14) que preguntando a pessoas doutas me dicerão, que era = Alfa. Omega – primeira, e ultima letras do alfabeto grego mostrando ser Christo principio, e fim de todas as couzas; sinaes que se punhão nos sepulcros dos catholicos para os distinguir dos arianos = Taumazio servo de Deos que vivendo 53(15) annos descansou na paz de Christo em 16 de Fevereiro do anno de 562.. Entre Villa Nova e esta terra ha huma pequena terra, mas sem couza digna de memoria. Como tambem huma pequena ribeira que corre pelas vizinhanças desta terra, a que chamão a Ribeira de Odivelas, começa nas vizinhanças de Portel, e corre para o sul entra no Rio Sadão em hum sitio, que chamão porto Carvalho. He o que posso informar, e o que pude saber Alvito 2 de Junho de 1758(16)
O Reitor Fr. Ambrozio Brochado [assinatura autográfa]
(1) Palavra riscada. (2) Palavra riscada. (3) Este “castello e palacio” corresponde à actual Pousada de Alvito. (4) Esta feira ainda se realiza nos dias de hoje. (5) A data está sublinhada no texto original.6 A data está sublinhada no texto original. (7) Sublinhado da época. (8) É difícil perceber se o penúltimo número seria um zero, um três ou um oito, pois uma mancha cobre-o quase por completo. (9) O número também se encontra sublinhado no texto original. (10) O número também se encontra sublinhado no texto original. (11) Sublinhado da época. (12) Sublinhado da época. (13) Sublinhado da época. (14) Transcreve-se tal qual o original, mesmo sem passar os “v”s com valor de vogal à letra respectiva. Todo o epitáfio estava no interior de uma cercadura, excepto pelo lado de cima. (15) Sublinhado da época. (16) Sublinhado da época.
Transcrição de André Coelho Revisão: Fernanda Olival
Santa Cruz, 1758, Abril, 25 Memória Paroquial da freguesia de Santa Cruz, comarca de Campo de Ourique [ANTT, Memórias Paroquiais, Vol. 12, nº 469, pp. 3277 a 3282]
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Exmo. e Rmo. Snre.
Por ordem de V. Exaa. Rma. Se me aprezentou hum sŭmario de interrogatorios, para informar sobre o que perguntao, o que faco respondendo a cada hum em particular na forma seguinte –
1. Esta aldea de Santa Cruz fica na Provincia do Alemtejo; pertence ao Arcebispado de Evora; he da Comarca do Campo de Ourique; he do termo da vila de Almodovar, freguezia intitulada de Santa Cruz, filial de matriz da ditta vila.
2. He del Rey.
3. Tem ao tempo prezente trezentos, e cincoenta vezinhos em toda a freguezia, e mil, e trezentas pessoas entre mayores, e menores.
4. Esta situada em outeiro: a povoacao, que della se descobre, he a aldea do Amexial do Bispado do Algarve; que dista duas legoas.
5. Nao tem termo seu; nem comprehende lugares, nem aldeas.
6. A Igreja parochial esta situada em lugar baxo fora da aldea em pouca distancia.
7. O seu orago he N. Snra. da Encarnacao; tem cinco altares que sao o altar mayor de N. Snra. da Encarnacao outro de N. Snra. do Rozario, outro de N. Snra. da Consolacao, outro do Snr. Jezus, outro das Almas: tem trez naves, e tem so duas Irmandades com compromisso, e approvacao que sao a do Rozario, e a das Almas; e Sto. Nome de Jesus tem compremisso comfirmado por el Rey.
/p.3278/ 8. O parocho tem a denominacao de Cura, logo de cappellao sendo que rigorozamente he reitoria; he aprezentado pello Tribunal da Meza da Conciencia, e tem de renda propria cento, e cincoenta alqueres de trigo, e cento, e vinte de sevada, e doze mil reis em dinheiro, pago tudo pella comenda da vila de Almodovar.
9. Nao tem beneficiados.
10. Nao tem Convento de religiozos, nem religiozas.
11. Nao tem Hospital.
12. Nao tem Mizericordia.
13. Tem duas ermidas, hua da invocacao de N. Snra. do Desterro situada em hum sitio chamado Corte Figueira na distancia de duas legoas, e outra de S. Bento proxima a Igreja parochial pertencem(1) a mesma freguezia, e de suas rendas toma contas o Ordinario(2).
14. Nao tem frequencia de romagens, nem a parochial, nem as ermidas.
15. Os frutos que os moradores desta freguezia recolhem em mayor abundancia sao trigo, centeyo, e sevada.
16 Tem hum juiz a que chamao de ventena = sujeito ao governo da justica da vila de Almodovar.
17. Nao he couto &.
18. Nao ha noticia que desta freguezia sahisem sujeitos de especial notta em virtudes, letras ou armas.
19. Nao tem feira nem franca, nem cativa.
20. Nao tem correjo, e serve se com o da vila de Almodovar que dista desta aldea duas legoas.
/p. 3279/ 21. Esta distante da cidade de Evora capital do Arcebispado vinte, e huma legoas, e da cidade de Lisboa capital do Reyno trinta legoas.
22. Nao tem privilegios, nem couzas dignas de memoria.
23. Nao tem fontes, nem lagoas de especial qualidade.
24. Nao tem porto do mar &.
25. Nao tem muros, nem praca de armas: nao tem em seu destricto torre, ou castello algum.
26. Nao padeceo ruina no terremoto de 1755.
27. Nao ha mais de que se faca mencao &.
Sobre o interrogatorio que procura saber da Serra desta freguezia digo
1. Que parte da freguezia esta em Serra que confina com a do Algarve.
2. Tem a Serra deta freguezia cinco legoas de comprimento, e quazi hua legoa de largura
3. Nada
4. Nao nascem della rios; so sim hua ribeira chamada Vascao, que principia em hum sitio chamado Malhao na distancia de quatro legoas desta aldea, a qual divide o Bispado do Algarve deste Arcebispado e corre do poente para o nascente, e entra no Rio Guadiana, meya legoa por sima de Alcoutim.
5. Nada
6. Nada
7. Nada
/p. 3280/ 8. Nao tem plantas medicinais; he cultivada por lavradores, e os frutos que da sao trigo, centeyo, e sevada
9. Nada
10. O temperamento he salutifero segundo a experiencia.
11. As creacoens de gado sao ovelhas, e cabras; e cria somente coelhos, perdizes, alguns lobos, e porcos montezes.
12. Nada
13. Nao tem mais de que se faca mencao &.
Sobre o Rio
1. Nao tem rio so sim a Ribeira de que se faz mencao chamada Vascao.
2. Nao nasce caudaloza, e depois he com a entrada de outros ribeiros.
3. Nada
4. Nada
5. He arrebatada com enchentes em toda a sua distancia
6. Corre do poente para o nascente.
7. Cria alguns peixes, os quais nao tem propria denominacao.
8. Os vezinhos desta Ribeira fazem nella pescarias em todo o anno.
9. As tais pescarias sao livros para todos.
10. As suas margens se cultivao, em alguas partes, e produz abundancia de milho: e taobem em alguas partes tem arvoredo sylvestre que sao azinheiras.
11. Nada
/p. 3281/ 12. Sempre conserva o mesmo nome de Vascao desde que principia the que entra no rio.
13. Morre, ou acaba no Rio do Guadiana distante de Alcoutim meya legoa.
14. Nada
15. Nada
16. Tem muitos moinhos em toda sua distancia.
17. Nada
18. Te ao prezente nao houve prohibicao para se usar de suas agoas.
19. Tem esta Ribeira de comprimento desde que principia the que acaba onze legoas; e nao passa por povoacoins algumas.
20. Nao tem mais couza algua de que se faca mencao, ou digna de memoria.
He o que posso dizer a Va. Exa. sobre os interrogatorios, que por parte de Va. Exa. me forao entregues pello escrivao da vigairaria desta Camara que e por ser verdade Santa Cruz 25 de Abrill de 1758
O P. Andre Dias Ramos [Assinatura autografa]
[p. 3282 em branco]
(1) Sinal ≠ que remete para informacao adicional na margem esquerda: ≪tem outra da invocacao de N. S. da Lapa junto a paroquia onde appareceo a Sa. da Encarncao segundo a tradicao, e livros da jgreja ≫. (2) No sentido deste paragrafo, le-se na margem direita, sem qualquer chamada ao texto: ≪e taobem esta a invocacao de Na. S. da Lapa ju[n]to a parroquia ahonde apareceo a Snra. de Encarnacao, segundo contao pelo livros [sic] da [i]greja.≫.
Transcricao: Ligia Duarte
Santa Clara-a-Nova, 1758, Maio, 5. Memória Paroquial da freguesia de Santa Clara-a-Nova, comarca de Campo de Ourique [ANTT, Memórias Paroquiais, Vol. 181, nº 333, pp. 291 a 2298]
/p. 2291/
N. 333
Por ordem de Vossa Excelencia e Reverentissima me foi entregue hum estracto, ou minuta, em que me ordenava lhe dece conta, de tudo, o que em elle se continha, com esta freguezia de Sancta Clara termo de Almodouvar ouvesse e discorrendo por ella, o que achei, he o seguinte
1. Esta freguezia se chama, a de Sancta Clara a Nova, sita no termo, da villa de Almodouvar e comarca do Campo de Ourique, arcebispado de Evora, provincia de Alentejo.
2. A qual terra he, e sempre foi de El Rey meu senhor muito fidelissimo.
3. Esta se compoem, de duzentos, e trinta fogos, separados por diversas erdades, e de seissentas e quarenta pessoas maiores, e de duzentas menores.
4. Acha ce situada em hum monte nao muito elevado; porque delle se nao descobre povoacao alguma.
5. Esta por nao ter termo esta situada no da villa de Almodouvar.
6. Esta parrochia se acha situada dentro de hua pequena aldeya, chamada da igreija, e nao tem mais lugar, nem aldeya.
7. Della he orago Santa Clara, e tem a igreija sinco altares a saber o de Sancta Clara, o de Santo Antonio, o de S. Joao Baptista, o de Nossa Senhora do Rozario, e o das Sanctas Almas, cuja igreija nao tem nave algua
/p. 2292/ alguma, e com ella ha duas irmandades huma de Nossa Senhora do Rozario, e outra das Sanctas Almas.
8. O parrocho della he capellao aprezentado por Sua Magestade, que Deos guarde muito fidelissima, e freyre profeco na ordem de S. Thiago, e tem de renda de proprio em cada hu anno dois moios de trigo, que lhe pagao os freguezes, e de cada fogo meio alqueire de sevada.
9. Nao tem beneficiado, nem coadjutor algum.
10. Taobem nao ha em ella convento algum assim de religiozos, como de religiozas.
11. Taobem nao tem hospital.
12. Nao tem Caza de Mizericordia.
13. Nao tem ermida algua.
14. Por cuja cauza taobem nao ha romagens.
15. Os frutos de que mais tem os moradores della sao trigo, senteio, e sevada, e criassois de alguns gados, como sao ovelhas, cabras, porcos rezes, e bestas, maiores, e menores.
16. Tem juis da ventenna sugeito ao juis de fora e camera da villa de Almodouvar.
17. Nao tem couto, concelho, honrra, ou behetria.
18. Nao me consta que desta freguezia tenhao florescido alguns homens insignes em virtudes, letras, ou armas.
19. Nao ha em ella, feira nem mercado algũ.
20. Nao ha correyo antes se serve do da villa de Al
/p. 2293/ de Almodouvar, que lhe fica na distancia de hua legoa.
21. Dista esta da cidade de Evora capital do arcebispado dezanove legoas, e da cidade de Lisboa capital do reyno vinte e outo.
22. Nao tem previlegio, nem antiguidade algua memoravel.
23. Nao ha em ella fonte, ou lagoa alguma celebre, ou que tenha agoa de alguma especial qualidade.
24. Nao tem porto de mar.
25. Nao ha em ella muros, praca de armas castelo, nem torre alguma.
26. A capella desta igreija padesceo no terremoto do anno de mil setecentos e sincoenta e sinco algua ruina, que ao prezente ahinda se acha sem reparo.
27. Nao ha em ella mais couza de que possa falar nem dar conta.
=Serra= Em segundo lugar se me procura das qualidades da serra, que sao as seguintes
1. Esta freguezia se acha situada a maior partte della em a serra, a qual tem varios nomes, que toma dos lugares, e freguezias, que em ellas ha; porque em huas partes se chama serra de S. Luis, por estar esta, situada, em ella, que fica no termo da villa de Odemira. Em outras partes se chama serra do Caldeirao e S. Martinho, por se achao em ella situada esta fregue
/p.2994/ freguezia no termo da villa de Ourique; e em outras partes se chama serra de S. Bernabe por se achar taobem em ella situada esta freguezia termo da villa de Almodouvar tudo arcebispado de Evora; em outras partes se chama serra do Alfece, e de Monchique por se acharem estas povoacois, e freguezias situadas em ella no termo da cidade de Silves; em outras partes se chama serra de Tavira por chegar ao seu termo tudo bispado de Faro provincia dos Algarves.
2. Esta serra tem de comprido trinta e tres legoas continuas pouco mais, ou menos, e de largura nas partes mais distantes, nove legoas, como sao da freguezia de Gions a Tavira, e desta a Monchique, e Cabo de S. Vicente e nas mais partes tera sinco, athe seis legoas de largura; e comessa na freguezia de Odmira digo na freguezia de S. Luis termo da villa de Odmira, e vai sempre continua acabar ao rio da Guadianna, que devide este reyno, do de Hespanha, junto a Castro Marim reyno do Algarve.
3. A qual pello nascente corre quazi redondamente sem se meter pera o campo; e so pella do poente fas hu braco, que se estende ao Cabo de S. Vicente.
4. Desta e dentro desta freguezia nasce a ribeyra de Odmira; em o sitio do Carvalhete e Saltao, cujo nome tem por pasar a villa de Odmira, donde ja tem o nome de rio; mas
/p. 2295/ mas com o mesmo nome entrando ahi ja a agoa da mare por ella asima athe a erdade da Torrinha sita na freguezia de Sancta Maria da villa de Odmira, e dahi se vai sepultar ao mar a Villa Nova de Mil Fontes, que fica ao poente, em o qual rio se nao admirao propriedades algumas notaveis.
5. Comprehende a serra em si duas freguezias da villa de Odmira, que sao que sao [sic] a do Salvador, e Sancat Maria, a freguezia de S. Luis a freguezia de Nossa Senhora de Arriliquias todas do termo de Odmira, a freguezia de Sancta Clara a Velha, a freguezia de Sancta Anna, a freguezia de S. Sebastiao de Gomes Ayres, a freguezia de S. Martinho das Amoreyras, tudo termo da villa de Ourique, a freguezia de S. Bernabe, e esta de Sancta Clara a Nova e a freguezia de Sancta Crus tudo termo da villa de Almodouvar arcebispado de Evora, e provincia de Alentejo, a freguezia do Marmelete, a freguezia do Alfece, a freguezia de Monchique, a freguezia de S. Marcos da Serra, tudo termo da cidade de Silves, a freguezia de S. Antonio do Ameixial termo da villa de Loule, e taobem a de Salir a freguezia de Cachopo, a freguezia de Mazinlongo [?], a freguezia de Vaqueiros, a freguezia de S. Marcos do Pereyro tudo termo da villa de Alcoutim.
6. Nao me consta, que em ella hajao fontes que tenhao propriedades raras.
7. Taobem em ella nao ha metais, canteiras [sic] de pedras, ou outros meteriais de estimassao
/p. 2296/ 8. Nao consta haja em ella ervas medicinais; mas so consta que toda he povoada e que quazi toda se cultiva dando trigo, senteio e sevada em mais abundancia.
9. Nao consta tenha conventos, mosteyros, imagens millagrozas, nem romagens, mais que somente a ermida de Nossa Senhora da Cola sita na freguezia da villa de Ourique muito milagroza ahonde no dia outo de Septembro recorrem muitas romagens de toda esta comarca, e a de Nossa Senhora do Desterro, e sita na freguezia de Sancta Crus termo da villa de Almodouvar, ahonde taobem em o dia sinco de Agosto recorrem varias romagens.
10. He taobem de intemperado temperamento porque no Inverno he in summo fregedicima e no Verao, he nimiamente [sic] calida.
11. As criassois [sic] sao tenues; porem criaosse rezes porcos, bestas, cabras, colmeias, porcos javalis, corcos, coelhos, perdizes.
12. Consta que no brasso que fas a Monchique tem serto lugar em a altura de hũ monte com hua grande planice, a que chamao a foya donde sahem muitas agoas, que regao varios e deliciozos pomares de excelentes frutos mansos e bravos, e se criao muitas madeiras fazendo moer pizoens e moinhos do que milhor dara noticia o parrocho daquelle lugar.
13. Nao me consta haja em esta serra mais couza memoravel. De rios nao digo couza alguma pellos nao haver em estas partes, senao o que ja em a pri
/p. 2297/ em a primeyra parte ponderei, que por tudo passar assim na verdade, depois de feita hua exacta deligencia, Vossa Excelencia e Reverendicia mandara o que for servido. Sancta Clara sinco de Mayo de 1758. O parroco Miguel Guerrayro Bogalho
/p. 2298/ Freguezia de Sancta Clara a Nova termo de Almodovar pertens[e] vigararia de Ourique.
Transcrição: Ligia Duarte
São Barnabé, 1758, Maio, 25 Memória Paroquial da freguesia de São Barnabé, comarca de Campo de Ourique. [ANTT, Memórias Paroquiais, Vol. 6, nº 38, pp. 303 a 304]
/p. 803/
N. 38
Informação desta freguezia de S. Barnabe e Santa Suzana Pertence esta freguezia de duas igrejas nomeadas asima a provinçia do Campo de Orique arcebispado de Evora termo, e anexas a matris da villa de Almodovar.
1. Sam estas igrejas de Sua Magestade ao prezente e sam do mestrado de S. Tiago da Espada.
2. Tem esta freguezia duzentos fogos ou vezinhos.
3. He cetuada de grandes montes ou serras, e de alguns se discorre o mar pera a parte de lagos, e esta ao pé de huã ribeira a que chamão Souça, e dista ao reino do Algarve meia legoa e Almodovar dista quatro legoas.
4. Esta a parochia dentro do lugar não lugares [sic] nem aldeias.
5. O orago de huã igreja he S. Barnabe, e da outra he Sancta Suzana.
6. He o parocho capellam e tem sento e vinte alqueres de trigo, e noventa alqueres de sevada, e dés mil reis de renda, e não tem beneficiados nem tem hospitál nem Caza de Mizericordia nem ermidas.
7. A estas igrejas não acodem romagés.
8. Os frutos desta terra sam trigos sevadas senteios tudo pouco, e de nada tem abundancia, e tem juis a que chamam da ventena nem he couto.
9. Não há noticia que desta terra sahice homem de nome que floreceçe em couza alguã.
10. Não tem feira nem correio.
/p. 804/ 11. Dista da cidade de Evora vinte e quatro legoas e de Lisboa trinta e quatro legoas.
12. Não tem pervilegios nem couza antiga não tem fontes nem legóas de admirar nem de espicial qualidade.
13. Não padeçeo ruina no terremoto.
14. Tem de comprimento sinco legoas e de largura duas legoas.
15. Não acho que tenha pescoas [sic] principais de nome todos sam huns homens que vivem com o seo trabalho.
16. Não tem rios nem naçe desta terra ribeira alguã.
17. Não há minas de casta alguma.
18. Nesta terra há hum temperamento de Inverno frigidiçimo, e de Verãm calmozo athe não mais.
Tenho informado o que poço em tudo o que me he poçivel o que a tirano i fide parochi [sic]. S. Barnabe 25 de Mayo de 1758.
O parocho Joze Martins Xymenes
Transcrição: Lígia Duarte
Nossa Senhora do Rosário Memória Paroquial da freguesia de Nossa Senhora do Rosário, comarca de Campo de Ourique [ANTT, Memórias Paroquiais, Vol. 32, nº 159, pp. 967 a 970]
/p. 967/
N. 159
Senhor
1. A freguezia de Nossa Senhora do Rozario he termo da villa de Almodouvar comarca do Campo de Ourique arcebispado de Evora, da provincia do Alentejo, reyno de Portugal.
2. He de El Rey meu senhor e o excelentissimo senhor Marques de Valença he senhor do comenda da mesma villa de Almodouvar.
3. Tem ao prezente noventa e seis vezinhos, e pessoas obrigadas aos preceitos anuais da quaresma trezentas e vinte e seis.
4. Esta este povo situado em hum baixo quayze como vala e algum tanto apartado da igreja, consta de de quinze vezinhos e a igreja esta em hum alto monte donde se descobre algumas partes da freguezia, e dista esta freguezia pella parte do nacente com a freguezia de Santa Barbara termo de Padroñs, e dahi direyto a oponente com a freguezia da mesma villa de Almodouvar, e pella parte do sul com a freguezia de Ourique e pella parte do norte com a freguezia e termo da villa de Castro Verde.
5. He do termo da villa do Almodouvar não comprehende povoação alguma tem dois cazais a que chamão aldeyas huma chamada das Neves que tem dozoyto visinhos, e a outra dos Negrois que tem sete vizinhos, e ambos parecem da mesma igreja.
6. A igreja esta fora do povo, e os luguares, ou aldeyas que tem ja vam declarados assima.
7. Orago da igreja he Nossa Senhora do Rozario, tem tres altares altar mor que he de Nossa Senhora do Rozario e no mesmo esta a imagem do Senhor Santo Domingos, e em o altar da parte dereyta esta o Senhor Santo Antonio, e no da parte esquerda esta o Senhor Santo Francisco, tem irmandade de Nossa Senhora do Rozario,
/p. 968/ e comfraria de Nossa Senhora do Rozario, e do Senhor Santo Antonio ambas comfirmados pello rial tribunal da menza da conciencia e ordeñs.
8. He parricho[sic] collado, freyre profeço na ordem de Santiago e dado por Sua Magestade fidelissima como administrador que he da tres ordens millitares, apresentação do ryal tribunal da menza da conciencia e ordens, tem de renda dois moyos de trigo, e meio moyo de sevada, e des mil reis em dinheyro tudo pago pella renda da comenda de Almodouvar.
9. Nada
10. Nada
11. Nada
12. Nada
13. Nada
14. Nada
15. Os fruttos de que os lavradores acolhem he trigo, e sevada, e senteyo, e linho, e boletas, e landias, criaçoñs de guados meudos ainda que as terras sam fertilles.
16. Estão os moradores desta freguezia sugeytos a justiça da villa de Almodouvar que ha juis de fora, tres veriados, e procurador.
17. Nada
18. Desta freguezia tem sahido alguns homes que no estado sacerdotal tal foram parrichos em vayras freguezias desta comarqua e mais lugares com vizinhos.
19. Nada
20. No dia quinta feira de cada somana pasa o correyo por este povo para a cidade de Beja que dista deste povo des legoas e volta no dia sabbado seguinte para a villa de Almodouvar legoa e meya deste povo.
21. Dista esta freguezia da cidade de Evora capital do arcebispado dezoyto legoas, e da cidade de Lisboa capital vinte e tres legoas.
/p. 9697/ 22. Gozam os moradores desta freguezia o privilegio de não paguarem portagem.
23. Nada
24. Nada
25. Nada
26. No terremoto de mil e setecentos e sincoenta e sinco ficou a igreja com algum prigo [sic] e ainda assim permanece.
27. Nada
He o que posso emformar a Ssua Magestade fidilissima, e Vossa Excelencia, Reverendissima mandara, o que foi servido.
O parricho Antonio Guerreyro Ayres
/p. 970/ Freguezia de Nossa Senhora do Rozario termo de Almodovar per[ten]ce a vigararia de Ourique.
Transcrição: Lígia Duarte
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